Glashuset
Na carta como “Råbiff”
Råbiff de nova escola
Um nevão de parmesão sobre beterraba amarela doce e dijonnaise afiada, servido numa caixa de vidro classificada, pousada sobre a água. A bitola.
A crítica
A sala, por si só, vicia o jogo: uma bomba de gasolina em vidro de 1955 no cais de Strandvägen, classificada como património, a brilhar sobre os barcos de Nybroviken. O tártaro chega debaixo de um nevão de parmesão francamente irresponsável — nada clássico, e sem o mínimo arrependimento. Por baixo: carne fria e limpa ligada numa dijonnaise afiada, cubos doces de beterraba amarela, alcaparras de serviço à acidez, cebola tostada para o estaladiço. Peça a versão 'Classics' e chega uma montanha de batatas fritas douradas para fazer de pá. Cada elemento merece o seu lugar — doce, sal, ácido, gordura, crocante, na proporção certa. Já comi este prato em três países; é por este que meço todos os outros. Se um dia o Glashuset encolher mesmo para bar de cocktails, alguém que classifique também o tártaro.
Avaliado por cinco critérios
- 01O Corte
- 02O Tempero
- 03A Gema
- 04Os Acompanhamentos
- 05A Sala