Santini
Na carta como “Tartare di manzo”
Marina siciliana
Polimento siciliano sobre os mastros de Portomaso — carne competente que ultimamente prefere cavalgar uns fettuccine Alfredo a aguentar-se sozinha.
A crítica
O Santini executa com ofício a fantasia da marina italiana: nível três sobre os iates de Portomaso, massa feita à mão, peixe na pedra de lava, serviço de calor siciliano. Mas o tártaro de novilho parece um convidado na própria casa. O meu chegou bem cortado e educadamente temperado, mas com a quietude composta de algo montado antes da enchente e não ao minuto — agradável, fresco, um pouco apagado. Pormenor revelador: na carta atual, o tártaro a solo desapareceu por completo, dobrado dentro de uns fettuccine Alfredo com parmigiano de 36 meses e óleo de trufa branca, onde a carne crua faz de condimento. Essa massa, honestamente, é o melhor argumento. Venha pela massa feita à mão e pelos mastros ao pôr do sol; o tártaro é ator secundário.
Avaliado por cinco critérios
- 01O Corte
- 02O Tempero
- 03A Gema
- 04Os Acompanhamentos
- 05A Sala